Bateria foi a causa de explosões do Galaxy Note 7


A Samsung, a maior fabricante de telefones do mundo, atribuiu nesta segunda-feira (23) a problemas nas baterias as falhas ocorridas com celulares da linha Galaxy Note 7. A empresa disse ainda que a chegada da nova versão do celular Galaxy S pode ser adiada pelos esforços para melhorar a segurança dos produtos.

Uma investigação interna e outra independente "concluíram que as baterias foram a causa dos incidentes do Note 7", disse a companhia em um comunicado.

O diretor da divisão de dispositivos móveis da Samsung, Koh Dong-jin, afirmou que procedimentos foram adotados para evitar a repetição dos problemas no Note 7. A companhia se prepara para o lançamento do Galaxy S8, o primeiro produto premium da companhia desde o recall global do Note 7 em outubro, menos de dois meses depois do lançamento.

"As lições deste incidente estão profundamente refletidas em nossa cultura e processos", disse o executivo a jornalistas. "A Samsung está trabalhando duro para recuperar a confiança dos consumidores."

Koh disse que o Galaxy S8 não será lançado durante a feira mundial de telefonia móvel marcada para Barcelona que começa em 27 de fevereiro. O evento é um local tradicional de lançamentos da série S da Samsung. Ele não comentou quando a companhia planeja lançar o aparelho, embora analistas do setor esperem que as vendas do produto comecem até abril.

A Samsung informou também nesta segunda-feira que ainda não decidiu se irá reusar partes dos Note 7s recolhidos ou se vai revender os aparelhos. Uma fonte com conhecimento do assunto disse à Reuters que a revenda de alguns Note 7 como aparelhos remanufaturados é uma opção.


CURTO-CIRCUITO


Investigações de especialistas internos e externos excluíram problemas com o hardware ou o software do Note 7. Em vez disso, afirmaram que as baterias do aparelho, vindas de dois fornecedores, tinham defeitos diferentes de produção ou falhas de projeto que causaram curtos-circuitos.

"As chances de dois fornecedores diferentes terem problemas com o mesmo aparelho é extremamente baixa e isso pode ser um sinal de que nós atingimos um ponto de inflexão na tecnologia de baterias dos smartphones", disse Patrick Moorhead, presidente da empresa de análise de mercado Moor Insights & Strategy.


A Samsung não informou os nomes dos fornecedores das baterias nesta segunda-feira, mas anteriormente tinha citado a afiliada Samsung SDI e a chinesa Amperex Technology. A SDI afirmou que vai investir US$ 129 milhões para melhorar a segurança dos produtos e espera continuar sendo fornecedora da Samsung. A companhia chinesa não comentou o assunto.

A Samsung afirmou que aceitou a responsabilidade e não vai tomar ações legais contra as fornecedoras. A empresa promovia tempo de uso mais longo do bateria e carregamento mais rápido como grandes melhorias quando lançou o Note 7.


RECALL


Inicialmente, a Samsung havia convocado recall de 2,5 milhões de Galaxy Note 7 em setembro do ano passado. A companhia tinha identificado a causa das explosões como um problema no processo de fabricação em um de seus fornecedores -mais tarde identificada como a afiliada Samsung SDI Co.

A companhia afirmou que recolheu 96% dos 3,06 milhões de Note 7 vendidos aos consumidores.

No entanto, novos aparelhos Galaxy Note 7 com o que a Samsung tinha dito serem baterias seguras, de um fornecedor diferente, continuaram explodindo, forçando a companhia a suspender as vendas e a lidar com um revés de 6,1 trilhões de wons (US$ 5,2 bilhões) em seu lucro operacional por três trimestres.

Em outubro, a empresa disse que ia examinar todos os aspectos do telefone, incluindo o desenho do hardware e do software. A Samsung afirmou ainda que contrataria empresas terceirizadas como parte da investigação.

Fonte:(FolhaPress)

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